Mês da Igualdade: exposição no Masm celebra os 20 anos da Parada Livre da Região Centro

Bernardo Abbad

Mês da Igualdade: exposição no Masm celebra os 20 anos da Parada Livre da Região Centro

Eduardo Ramos

Marquita Quevedo e Márcio Flores mostram o acervo de camisetas de edições da Parada Livre, destaque da exposição. (Fotos: Eduardo Ramos)

Duas décadas de história e muita luta dão o tom às atividades do Mês da Igualdade em Santa Maria. Uma exposição na sala Silvestre Peciar, no Museu de Arte de Santa Maria (Masm), aberta nesta segunda-feira e que segue até o fim de agosto, é uma das atrações promovidas pela ONG Igualdade para celebrar os 20 anos da Parada Livre da Região Centro. Outras atividades, como a campanha #BanheiroDeTodes, que pretende distribuir adesivos a estabelecimentos que tenham banheiros sem distinção de gênero, rodas de conversa e intervenções artísticas também fazem parte do Mês da Igualdade. A programação completa pode ser conferida na página da ONG. As celebrações encerram com a grande Virada Cultural LGBTQIAP+ e a 20ª Parada Livre da Região Centro nos dias 3 e 4 de setembro, na Gare da Estação. Na mesma ocasião, ocorre a 2ª Caminhada Trans da Região Centro e 1ª Parada Trans da Região Centro.

Conforme Márcio Flores, 49 anos, responsável pela curadoria e expografia da exposição “20 anos da Parada Livre da Região Centro”, a mostra conta um pouco da história de duas décadas de Parada e também de militância e ativismo:

– Aqui nós juntamos alguns objetos que ajudam a contar essa história: tem camisetas de todas as edições da parada, fotos, vídeos, e também o troféu Triângulo Rosa, entregue a personalidades e estabelecimentos amigos da causa LGBTQIAP+.

A ONG Igualdade foi criada em 2000, sendo a primeira organização da região central do Rio Grande do Sul criada com o propósito de combater todas as formas de preconceito, seja ele de cunho racial, sexual, social e de gênero. Marquita Quevedo, de 56 anos, ativista da causa LGBTQIAP+ e coordenadora da ONG Igualdade, se orgulha de Santa Maria ter a maior Parada do interior do estado:

– Começamos com uma Semana da Diversidade e hoje já estamos iniciando as atividades da 18ª edição do Mês da Igualdade na cidade. Esse ano escolhemos iniciar a programação com uma exposição temática da própria Parada. São 20 anos de história. Muitas pessoas cresceram conosco; contam que se assumiram na parada, que vão com os familiares, então é muita honra e responsabilidade.

A exposição vai até o dia 31 de agosto no Masm e, no dia 27, ocorre uma “finissage”, com uma roda de conversa com o professor da UFSM Gustavo Duarte, sobre o tema “Cultura, Memória e Militância”. No mesmo dia, ocorrem intervenções culturais no Centro Integrado de Cultura Evandro Behr.

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PARADA POLÍTICA

Esse ano, a Parada Livre da Região Centro promete dois dias de muita festa e militância a partir das 15h na Gare da Estação. A comemoração dos 20 anos de história traz um tema político: “Meu voto, meu orgulho: por uma política que representa”. Segundo Marquita, a ideia é incentivar que a população vote em políticos LGBTQIAP+ e que apoiem as demandas da comunidade.

A camiseta da 20ª Parada Livre da Região Centro traz o tema político da edição

Ela chama atenção também para a luta das comunidades travesti e transexual, que esse ano terá destaque nas celebrações do Mês da Igualdade em Santa Maria.

– Teremos a primeira Parada Trans, onde pessoas transexuais estarão no palco falando sobre suas necessidades, suas questões. É uma comunidade muito invisibilizada. A população trans é a que mais sofre no país. O Brasil tem a maior parada LGBTQIAP+ do mundo, mas também é o país que mais mata transexuais. Temos que sempre lembrar dessa agressão que existe só por sermos quem somos – finaliza Marquita Quevedo.

Para a ativista, as atividades do Mês da Igualdade têm um pouco da história de cada pessoa da comunidade LGBTQIAP+ e ajudam a combater o preconceito:

– A luta contra a discriminação é diária e deve ser coletiva. Cada pessoa da sociedade é uma peça importante nesse conjunto.

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